Mais Imagens

A invenção da cultura

Seja o primeiro a comentar este produto

Em estoque

R$49,90
  • Autor Roy Wagner
  • Tradução Marcela Coelho de Souza, Alexandre Morales
  • Design Elaine Ramos
  • Orelha Martin Holbraad
  • Editora Ubu

características

Idioma português

Tipo brochura

Formato 13 × 22,7 cm

Páginas 258

Peso 311 g

ISBN 978-85-92886-32-5

descrição

Divisor de águas na antropologia, este livro radicaliza a reflexão sobre o polêmico conceito de cultura, a partir da ideia de invenção: "Voltaire observou que se Deus não existisse teria sido necessário inventá-Lo. E eu acrescentaria [...] que se Deus existe isso torna ainda mais necessário inventá-Lo". O autor defende não só uma revisão dos modos de fazer antropologia, mas também uma reflexão sobre a ciência em geral que, assim como a cultura, estaria tanto ou mais ligada a um processo de invenções do que de descobertas.

 

Para Wagner, o exercício de tradução é inerente ao esforço de se apreender uma nova cultura. Isto é, há sempre duas culturas em jogo: a da sociedade a ser estudada e a do próprio antropólogo. Desse modo, toda etnografia decorre de um choque cultural e elabora a visão de uma cultura em relação a outra, sendo, portanto, um processo subjetivo. O exercício de tradução de uma cultura para outra se dá como invenção, uma vez que coloca o objeto de estudo nos termos particulares da cultura do sujeito que a estuda. Além disso, o ato de se aprofundar em uma nova cultura traz consigo uma revisão de sua própria, na medida em que as diferenças tornam aparente o que sempre se percebeu como algo "natural". O texto sugere, inclusive, a noção de antropologia reversa, na qual as sociedades estudadas fariam uma leitura das sociedades ocidentais nos seus próprios termos.

 

O autor adverte seus leitores sobre a necessidade de reinvenção da antropologia a partir dessa nova consciência. Trataria-se, assim, de mais um capítulo da história da disciplina, posterior à passagem da concepção diacrônica dos evolucionistas e difusionsitas para a sincrônica e relacional do estruturalismo. Além disso, suas ideias permitem aprofundar os diálogos entre culturas. O autor elabora uma compreensão antropológica da sociedade americana da época, fazendo, por exemplo, um paralelo entre a importância da magia para a constituição simbólica das sociedades primitivas e a do consumo para os americanos, assim como uma comparação entre as dinâmicas psicanalíticas do sujeito elaboradas por Freud e a invenção da personalidade na contemporaneidade.

 

O que falam desta obra

Com efeito, é quase inevitável especular sobre qual teria sido o destino da antropologia brasileira se o livro de Wagner tivesse sido traduzido ainda na década de 1970 [...]. Talvez não estivéssemos ensinando uma antropologia tão afastada do que efetivamente se faz na disciplina hoje em dia; talvez tivéssemos resistido melhor ao imperialismo das análises construcionistas ou desconstrucionistas que apelam para o eterno poder e as inevitáveis manipulações ocultas atrás de qualquer situação; talvez nada tivesse acontecido…
Márcio Goldman

 

 "O trabalho da cultura, então, é inventar a vida a partir de sua ordem. Como podem os antropólogos pensar a cultura de uma maneira que não exclua esse lado da invenção? Que conceito de cultura nós precisamos inventar para reconhecer esses criativos desfazeres da convenção? Como inventar a cultura enquanto invenção? Por isso também é ótimo ler esse solo em forma de livro.
Martin Holbraad

Comentários

o que você achou do livro?

You're reviewing: A invenção da cultura

How do you rate this product? *

x
cálculo de frete e prazo

tags

use espaços para separar as tags e aspas simples (') para frases.

recentemente visitados