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O retorno do real

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R$49,90
  • Autor Hal Foster
  • Tradução Célia Euvaldo
  • Design Nathalia Cury, Paulo André Chagas
  • Orelha Sônia Salzstein
  • Editora Ubu

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Nesse livro, Hal Foster interpreta a História da Arte como um sujeito regido pelo modelo psicanalítico lacaniano, no qual operaria o retorno do real, isto é, a alternância de antecipações e reconstruções de eventos traumáticos. Esse mecanismo se manifestaria tanto nos movimentos neovanguardistas no contexto histórico, como no próprio objeto principal da arte contemporânea – o real.

 

Para Foster, que parte de uma concepção dialética inspirada por sua leitura de Marx, a neovanguarda, longe de ser uma mera repetição – tal qual a proposição de Peter Bürger exposta em Teoria da Vanguarda – seria uma recepção com resistência de algo que foi reprimido historicamente nas primeiras vanguardas. O construtivismo russo e o dadá duchampiano pós anos 60 seriam, portanto, um novo ciclo nos diversos ciclos que um evento histórico revolucionário acarreta. Outros exemplos seriam a teoria de Freud, seguido pela leitura de Lacan, e a de Marx, seguido por Althusser. Enquanto as vanguardas do início do século XX representaram um rompimento com as convenções estéticas, as neovanguardas direcionaram seu questionamento para a própria instituição da arte. Desse modo, elas representam um aprofundamento de sua versão anterior e cumprem um papel mais central na perspectiva da dimensão social da arte.

 

Esse mecanismo em que um evento traumático que foi reprimido retorna também aparece no próprio conteúdo da arte contemporânea, especialmente por conta de sua obsessão em pautar suas obras em estudos antropológicos e de arquivos. A paixão da contemporaneidade pelo real seria devida, então, à necessidade de redefinir a experiência individual e histórica em termos de trauma. A dificuldade que a sociedade contemporânea tem em representar-se para além de si mesma estaria, assim, na origem da sua relação com a arte.

 

O que falam desta obra

“As análises presentes em O retorno do real provam que Hal Foster é um dos poucos críticos contemporâneos que se pergunta e pensa de modo consciente sobre as questões mais cruciais geradas pela turbulenta intersecção entre a arte do final do século XX, a teoria cultural e o capitalismo global; e que sabe perfeitamente que as respostas a elas nunca são reconfortantes ou adequadas, mas sim novas e inquietantes.”

Jonathan Crary

  

“Hal Foster consegue reatualizar a crítica das artes visuais por meio das noções de trauma e retroação, criando assim condições para nos separarmos da oposição entre vanguarda e pós-vanguarda. Um trabalho essencial que reintroduziu a psicanálise no debate das artes.”

 Christian Dunker

 

“Hoje, é possível perceber como Hal Foster abriu um caminho de saída das antinomias da pós-modernidade e preparou o campo para a visão histórica do contemporâneo, com ampla aceitação das complexas relações anacrônicas que caracterizam nosso presente. “

Karl Erik Schøllhammer para O Globo

 

“Na contramão da voga do período, quando o prestígio dos discursos de arte superava em muito o interesse endereçado aos próprios trabalhos e frequentemente se comprazia em testar a autossuficiência dos conceitos, o texto de Foster exercita o registro equilibrado entre as embocaduras de longo alcance e a atenção rente ao particular.”

Sônia Salztein

 

 

características

Idioma português

Tipo brochura

Formato 15 × 23 × 1,3 cm

Páginas 224

Peso 352 g

ISBN 978-85-92886-23-3

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Nesse livro, Hal Foster interpreta a História da Arte como um sujeito regido pelo modelo psicanalítico lacaniano, no qual operaria o retorno do real, isto é, a alternância de antecipações e reconstruções de eventos traumáticos. Esse mecanismo se manifestaria tanto nos movimentos neovanguardistas no contexto histórico, como no próprio objeto principal da arte contemporânea – o real.

 

Para Foster, que parte de uma concepção dialética inspirada por sua leitura de Marx, a neovanguarda, longe de ser uma mera repetição – tal qual a proposição de Peter Bürger exposta em Teoria da Vanguarda – seria uma recepção com resistência de algo que foi reprimido historicamente nas primeiras vanguardas. O construtivismo russo e o dadá duchampiano pós anos 60 seriam, portanto, um novo ciclo nos diversos ciclos que um evento histórico revolucionário acarreta. Outros exemplos seriam a teoria de Freud, seguido pela leitura de Lacan, e a de Marx, seguido por Althusser. Enquanto as vanguardas do início do século XX representaram um rompimento com as convenções estéticas, as neovanguardas direcionaram seu questionamento para a própria instituição da arte. Desse modo, elas representam um aprofundamento de sua versão anterior e cumprem um papel mais central na perspectiva da dimensão social da arte.

 

Esse mecanismo em que um evento traumático que foi reprimido retorna também aparece no próprio conteúdo da arte contemporânea, especialmente por conta de sua obsessão em pautar suas obras em estudos antropológicos e de arquivos. A paixão da contemporaneidade pelo real seria devida, então, à necessidade de redefinir a experiência individual e histórica em termos de trauma. A dificuldade que a sociedade contemporânea tem em representar-se para além de si mesma estaria, assim, na origem da sua relação com a arte.

 

O que falam desta obra

“As análises presentes em O retorno do real provam que Hal Foster é um dos poucos críticos contemporâneos que se pergunta e pensa de modo consciente sobre as questões mais cruciais geradas pela turbulenta intersecção entre a arte do final do século XX, a teoria cultural e o capitalismo global; e que sabe perfeitamente que as respostas a elas nunca são reconfortantes ou adequadas, mas sim novas e inquietantes.”

Jonathan Crary

  

“Hal Foster consegue reatualizar a crítica das artes visuais por meio das noções de trauma e retroação, criando assim condições para nos separarmos da oposição entre vanguarda e pós-vanguarda. Um trabalho essencial que reintroduziu a psicanálise no debate das artes.”

 Christian Dunker

 

“Hoje, é possível perceber como Hal Foster abriu um caminho de saída das antinomias da pós-modernidade e preparou o campo para a visão histórica do contemporâneo, com ampla aceitação das complexas relações anacrônicas que caracterizam nosso presente. “

Karl Erik Schøllhammer para O Globo

 

“Na contramão da voga do período, quando o prestígio dos discursos de arte superava em muito o interesse endereçado aos próprios trabalhos e frequentemente se comprazia em testar a autossuficiência dos conceitos, o texto de Foster exercita o registro equilibrado entre as embocaduras de longo alcance e a atenção rente ao particular.”

Sônia Salztein

 

 

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