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Ressaca tropical

indisponível

R$76,00

características

Idioma português

Tipo capa dura

Formato 17,2 × 23,7 × 1,8 cm

Páginas 200

Peso 473 g

ISBN 978-85-92886-00-4

Imagens 235

descrição

Num caderno encontrado pelo artista no lixo, um narrador anônimo relata amores, conflitos com o trabalho e reflexões íntimas de seu cotidiano durante o final dos anos 1970 em Recife. Jonathas de Andrade editou trechos desse diário com fotografias de Alcir Lacerda, da Fundação Joaquim Nabuco e de sua autoria, além de fotos caseiras de acervos pessoais. As imagens retratam o desenvolvimentismo ocorrido no Recife nos anos de 1960: diferentes ângulos da cidade nas décadas de 50 e 70, edifícios modernistas semiabandonados registrados entre 2008 e 2009, e cenas cotidianas da praia, em que sobressaem a tropicalidade e o desejo.

 

Ao serem apresentados de forma conjunta, e sem uma hierarquia entre passado e presente, os registros ultrapassam seu caráter puramente documental para compor um arquivo fictício da cidade, evocando um tempo indefinido. Para além do teor sexual, produzido sobretudo pela narrativa do diário, um dos objetivos centrais de Ressaca tropical é discutir o legado modernista na América Latina, contrapondo ruína, desejo e natureza a construção, modernismo e progresso.

 

A instalação homônima que deu origem ao livro, montada em 2009 na Galeria Vermelho, em São Paulo, participou também das mostras 7ª Bienal do Mercosul (2009), 12ª Bienal de Istambul (2011) e 2ª Trienal do New Museum – the Ungovernables (2012), além de ter sido adquirida como parte do acervo permanente da Tate Collection, em Londres.

 

Este livro foi contemplado pelo edital Funcultura do Governo do Estado de Pernambuco na linha Fotografia.

O que falam desta obra

“Nascido em 1982, quando o modernismo já estava dado como fracassado e o país vivia os anos derradeiros da ditadura, Andrade faz de seu trabalho uma interpretação de um tempo que não viveu. Essa análise da falha de projetos grandiosos, à sombra da presença humana, passional e afetiva, é o mote central da obra desse artista. É um discurso sedutor num momento em que a arte começa a rever o legado dos anos de chumbo. Não como protesto, mas como análise das falências estéticas de uma era, a dissecação do que sobrou de tudo aquilo que poderia ter sido e que não foi.”
Silas Martí sobre a instalação Ressaca tropical, Folha de São Paulo.

 

“Ressaca tropical sugere que desse terreno instável – entre o plano e a construção; entre os discursos e as práticas; entre o mundo e suas aparências – novos futuros podem germinar."
Rony Maltz, Zum

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    MAMAM-PE
    A Biblioteca e Centro de Documentação de Arte Pintora Lígia Celeste do Museu de Arte Moderna Aloísio Magalhães – MAMAM recebe e agradece o exemplar do livro "RESSACA TROPICAL" que muito contribuirá para o enriquecimento do nosso acervo e será de grande valor aos nossos usuários.
  • Qualidade
    Wagner nardy
    Imperdivel! Maravilhoso. Compre agora!!!
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