Manuela Carneiro da Cunha

É antropóloga, docente na USP desde 1984, e reconhecida por seu ativismo em prol da causa indígena. Em 1967, formou-se em matemática pura na Faculté des Sciences, em Paris, e em seguida participou durante três anos dos seminários de Claude Lévi-Strauss. De volta ao Brasil em 1970, ingressou na pós-graduação em antropologia social da Unicamp, onde lecionou de 1972 a 1984. 
A partir de 1978 engajou-se na defesa dos direitos dos índios no Brasil. Foi cofundadora da Comissão Pró-Índio de São Paulo e como presidente da Associação Brasileira de Antropologia (ABA) – de 1986 a 1988 –, levou a instituição a desempenhar um papel fundamental no desenho e na aprovação do capítulo sobre os direitos dos índios na Constituição de 1988. 
Em 1994, se tornou “full professor” no departamento de antropologia da Universidade de Chicago, onde lecionou até 2009. Em 2004, deu a conferência anual Marc Bloch, em Paris, que está na origem do seu panfleto “‘Cultura’ e cultura”. Recebeu, entre outros, o Prêmio Érico Vanucci Mendes em 1992, a Médaille de Vermeil da Academia Francesa em 1993, a Ordem do Mérito Científico em 2002 e, em conjunto com Mauro W. B. de Almeida, foi agraciada em 2002 com o Prêmio Chico Mendes do Acre. Desde 2002, é membro da Academia Brasileira de Ciências. 

Obras selecionadas: 

História dos Índios no Brasil (Companhia das Letras, 1992) 

Enciclopédia da Floresta: o Alto Juruá. Práticas e conhecimentos das populações [organizadora com Mauro W. B. de Almeida] (Companhia das Letras, 2002) 

Negros, estrangeiros (Companhia das Letras, 2012) 

Cultura com aspas (Ubu, 2017)

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