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“A vergonha tem um destino duplo: um sombrio e frio que desfigura e conduz à resignação solitária; outro luminoso e incendiário que transfigura e anima a raiva coletiva.” O que significa sentir vergonha? Quais as suas diferentes expressões? O que fazer com esse sentimento e o que ele tem de revolucionário? Essas são algumas das perguntas-chave de A vergonha é um sentimento revolucionário, do filósofo francês Frédéric Gros, autor de Desobedecer (2018) e Caminhar: uma filosofia (2021).

 

Com referências a obras literárias, casos públicos e relatos pessoais, o filósofo traça um panorama ao mesmo tempo histórico e conceitual desse sentimento que produz sofrimento e pode culminar na destruição da honra de uma família, no assassinato em série ou na fundação da república romana. Gros expõe a dinâmica mortal da vergonha nas sociedades de honra medievais  e sua transformação no seio da família vitoriana; repassa o sentido de aprendizagem que os filósofos clássicos lhe atribuem; investiga sua relação com a intimidade e a culpa por um viés psicanalítico; e expõe suas complexas expressões contemporâneas na era digital. Com menções a Annie Ernaux, James Baldwin, Sócrates, Primo Levi e Jean Genet, o filósofo propõe uma nova atitude diante da vergonha, uma saída do recrudescimento que paralisa o sujeito e uma virada em direção à partilha coletiva com potencial revolucionário.

A vergonha é um sentimento revolucionário

SKU
9788571260795
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    Tradução

    Walmir Gois

    Texto de Orelha

    Peter Pál Pelbart
Características

Idioma

português

Tipo

brochura

Formato

13,8 × 21 × 1,3 cm

Páginas

192

Peso

300 g

ISBN

978-85-71260-79-5
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