Mais Imagens

  • A sociedade contra o Estado
  • A sociedade contra o Estado

A sociedade contra o Estado

Seja o primeiro a comentar este produto

Em estoque

R$49,90
  • Autor Pierre Clastres
  • Tradução Theo Santiago
  • Prefácio Tânia Stolze Lima, Marcio Goldman
  • Design Elaine Ramos
  • Orelha Sérgio Cardoso
  • Editora Ubu

descrição

O poder nem sempre é exercido numa relação hierárquica de dominação e submissão – esta é a tese desenvolvida por Pierre Clastres neste que é um dos mais importantes trabalhos de antropologia política do século XX. Os onze artigos, publicados entre 1962 e 1974, fazem uso do arcabouço teórico desenvolvido por autores franceses como Claude Lévi-Strauss, Michel Foucault. O autor se baseia em estudos etnológicos e em sua vivência com populações indígenas da América do Sul para formular um novo conceito de política. O livro foi uma referência importante no argumento de Mil platôs, de Gilles Deleuze e Félix Guattari. 

 

De acordo com a visão corrente na época, as sociedades primitivas seriam desprovidas de uma esfera política por não apresentarem formas de exercício de poder iguais às ocidentais – isto é, as relações hierarquizadas e autoritárias de comando-obediência que normalmente são associadas ao Estado. O autor reivindica uma revolução copérnica que liberte a antropologia desta postura etnocêntrica e possibilite uma interpretação mais ampla das relações de poder, abrindo o caminho para o estudo da política nesses povos. Ao analisar as características da posição do chefe, Clastres defende que a ausência de Estado não é casual. Ao contrário, as sociedades primitivas fazem um esforço ativo de regular as interações do chefe com o grupo, estabelecendo os parâmetros segundo os quais as trocas ocorrerão. Clastres propõe uma inversão da lógica marxista segundo a qual o poder de poucos sobre muitos deriva da desigualdade social; defende, ao contrário, que a desigualdade é uma consequência da atribuição de um poder autoritário a um grupo dominante. Assim, em oposição ao conceito de sociedade sem Estado, ele propõe o de sociedade contra o Estado: sociedades que atuam impedindo a conversão do poder do chefe em autoritarismo.

 

Além do prefácio assinado por Tânia Stolze Lima, etnóloga e professora associada do Departamento de Antropologia da UFF, e Marcio Goldman, professor do Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social do Museu Nacional (UFRJ), a edição inclui uma interessante entrevista com o autor feita por jovens estudantes da revista L'Anti-Mythe, na qual fica evidente seu propósito de ampliar a reflexão sobre a política nas sociedades com Estado a partir de um deslocamento do olhar proveniente da pesquisa etnológica. O texto de orelha é assinado por Sergio Cardoso, professor de filosofia da USP.

 

O que falam desta obra

 

“[A sociedade contra o Estado] oferece toda uma nova concepção do poder como tecnologia, que tenta se emancipar do primata, desse primado da regra e da proibição que, no fundo, reinou sobre a etnologia de Durkheim a Lévi-Strauss.” 
Michel Foucault

 

“Os ensaios deste livro são pequenas pérolas de observação e interpretação etnográficas – não só surpreenderão seus leitores como também os tornarão sensíveis às indagações maiores deste pensador audaz e livre que foi Pierre Clastres.”
Sérgio Cardoso

 

 

características

Idioma português

Tipo brochura

Formato 13 × 22,7 x 1,3 cm

Páginas 240

Peso 295 g

ISBN 978-85-92886-18-9

descrição

O poder nem sempre é exercido numa relação hierárquica de dominação e submissão – esta é a tese desenvolvida por Pierre Clastres neste que é um dos mais importantes trabalhos de antropologia política do século XX. Os onze artigos, publicados entre 1962 e 1974, fazem uso do arcabouço teórico desenvolvido por autores franceses como Claude Lévi-Strauss, Michel Foucault. O autor se baseia em estudos etnológicos e em sua vivência com populações indígenas da América do Sul para formular um novo conceito de política. O livro foi uma referência importante no argumento de Mil platôs, de Gilles Deleuze e Félix Guattari. 

 

De acordo com a visão corrente na época, as sociedades primitivas seriam desprovidas de uma esfera política por não apresentarem formas de exercício de poder iguais às ocidentais – isto é, as relações hierarquizadas e autoritárias de comando-obediência que normalmente são associadas ao Estado. O autor reivindica uma revolução copérnica que liberte a antropologia desta postura etnocêntrica e possibilite uma interpretação mais ampla das relações de poder, abrindo o caminho para o estudo da política nesses povos. Ao analisar as características da posição do chefe, Clastres defende que a ausência de Estado não é casual. Ao contrário, as sociedades primitivas fazem um esforço ativo de regular as interações do chefe com o grupo, estabelecendo os parâmetros segundo os quais as trocas ocorrerão. Clastres propõe uma inversão da lógica marxista segundo a qual o poder de poucos sobre muitos deriva da desigualdade social; defende, ao contrário, que a desigualdade é uma consequência da atribuição de um poder autoritário a um grupo dominante. Assim, em oposição ao conceito de sociedade sem Estado, ele propõe o de sociedade contra o Estado: sociedades que atuam impedindo a conversão do poder do chefe em autoritarismo.

 

Além do prefácio assinado por Tânia Stolze Lima, etnóloga e professora associada do Departamento de Antropologia da UFF, e Marcio Goldman, professor do Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social do Museu Nacional (UFRJ), a edição inclui uma interessante entrevista com o autor feita por jovens estudantes da revista L'Anti-Mythe, na qual fica evidente seu propósito de ampliar a reflexão sobre a política nas sociedades com Estado a partir de um deslocamento do olhar proveniente da pesquisa etnológica. O texto de orelha é assinado por Sergio Cardoso, professor de filosofia da USP.

 

O que falam desta obra

 

“[A sociedade contra o Estado] oferece toda uma nova concepção do poder como tecnologia, que tenta se emancipar do primata, desse primado da regra e da proibição que, no fundo, reinou sobre a etnologia de Durkheim a Lévi-Strauss.” 
Michel Foucault

 

“Os ensaios deste livro são pequenas pérolas de observação e interpretação etnográficas – não só surpreenderão seus leitores como também os tornarão sensíveis às indagações maiores deste pensador audaz e livre que foi Pierre Clastres.”
Sérgio Cardoso

 

 

Comentários

o que você achou do livro?

You're reviewing: A sociedade contra o Estado

How do you rate this product? *

x
cálculo de frete e prazo

tags

use espaços para separar as tags e aspas simples (') para frases.